A reforma tributária brasileira introduz um novo modelo de tributação sobre bens e serviços, com a criação do IBS (Imposto sobre Bens e Serviços, de competência subnacional) e da CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços, de competência federal), além de mecanismos como o split payment — a segregação do tributo no momento da liquidação financeira.
Para organizações que operam Microsoft Dynamics no Brasil, isso não é apenas uma mudança de alíquotas: é uma mudança estrutural em como o ERP calcula, registra e reporta tributos.
O que revisar no ambiente de ERP
Motores de cálculo fiscal e suas integrações com o Dynamics — sejam nativos ou de soluções fiscais de terceiros.
Processos de faturamento eletrônico (NF-e, NFS-e, CT-e) e como eles se conectam às novas regras de tributação.
Relatórios financeiros e fiscais que dependem da estrutura tributária atual e precisarão refletir o novo modelo durante o período de transição.
Processos de conciliação bancária e de pagamento, considerando o impacto do split payment no fluxo de caixa.
Uma transição, não um evento único
A reforma tem um cronograma de transição plurianual, o que significa que sistemas e processos precisarão suportar regras antigas e novas simultaneamente por um período. Empresas que começam a mapear o impacto no ERP com antecedência têm mais tempo para testar, ajustar integrações e evitar correções emergenciais quando novas obrigações entrarem em vigor.